Porque havemos de ser morais?
http://www.didacticaeditora.pt/arte_de_pensar/leit_rachels.html
10 janeiro 2007
Liberdade e Responsabilidade
Ética para um Jovem, Fernando Savater
08 janeiro 2007
Sem a filosofia a vida seria um erro?
Afirma José Gil, num artigo publicado na revista Visão, em Outubro de 2006, que sem a Filosofia, a vida seria um erro (extrapolando de uma frase de Nietzsche – “sem a música, a vida seria um erro”). Eu concordo com a afirmação de José Gil. Como sabemos, a filosofia é um saber radical que não se contenta com as respostas dadas pelo senso comum ou pela ciência, ou seja, não se contenta com as causas próximas do problema. Este saber vai à raiz dos problemas tentando pô-los a claro. Se a filosofia não existisse apenas saberíamos as causas próximas dos problemas, ou seja, não saberíamos o que está para lá das primeiras impressões. Viveríamos às escuras, num lugar onde apenas existiriam verdades feitas e inquestionáveis. Não nos preocupávamos, ou melhor, preocupávamo-nos com questões do género “Quem sou eu?”, “O que faço aqui?”. Mas estas acabavam por perder o sentido numa sociedade dominada por saberes inquestionáveis. Seríamos um género de “máquinas” que apenas respondem a instruções conhecidas e que “avariam” quando acontece algo novo e sem resposta, algo transcendente.Por isso, e tal como nos diz José Gil “(…) a vida seria um erro “ pois nasceríamos, aprenderíamos o que os outros nos diriam, sem pôr em causa essas opiniões e morreríamos sem descobrir o que realmente fizemos ou deveríamos ter feito na Terra. Por isso, para quê viver se não podemos questionar o que nos rodeia, o que somos, sem as questões filosóficas que todos colocámos na nossa vida, enfim, sem a filosofia? Para nada, absolutamente nada.
Sílvia Vieira
10ºA
02 janeiro 2007
A condenação à morte
"O dia despontava, ainda não eram seis da manhã em Bagdade. Vestindo de negro e levando um exemplar do Alcorão para o cadafalso - onde a Polícia secreta antes perpetrava execuções sumárias -, Saddam recusou o capuz dado aos condenados, não fez um só pedido, não ofereceu qualquer tipo de resistência. Agiu sempre no pressuposto de ser presidente do Iraque. De acordo com testemunhos, enquanto um juiz cumpria a formalidade de o informar do que iria ocorrer, bradou a plenos pulmões que "Deus é grande", lançando vivas ao Iraque e à Palestina. Tal como fizera a 5 de Novembro último, quando lhe foi lida a sentença respeitante ao massacre de 148 xiitas em Dujail, retaliação após um atentado contra a caravana presidencial, em 1982."A condenação à morte do ditador levanta, naturalmente, problemas éticos ou morais.
Vários.
1. É, ou não, moralmente aceitável a condenação à morte de um ser humano?
2. É, ou não, moralmente aceitável a condenação à morte de um ser humano que dominou, oprimiu e matou? Que, entre outros, matou mais de 180 mil curdos, 148 xiitas e deportou cerca de 100 mil iraquianos de origem persa para Irão?
Sabemos que Kant e Stuart Mill dariam respostas diferentes a estas questões. Porque para Kant o valor moral de uma acção resulta unicamente da sua conformidade com o dever ("não matarás"), independentemente das circunstâncias, das nossas paixões ou interesses.Ora, Stuart Mill defende justamente que a boa acção é a que traz melhores consequências para o maior número de pessoas.E tu, o que pensas da condenação à morte de de Saddam?
06 dezembro 2006
Um mundo cada vez mais desigual!
Um estudo feito pelo Instituto Mundial de Investigação do Desenvolvimento Económico da Universidade das Nações Unidas conclui que dois por cento das pessoas mais ricas do mundo têm metade da riqueza mundial enquanto os 50% mais pobres detêm apenas um por cento. Anthony Shorrocks, director do instituto que conduziu a investigação, comparou o quadro a uma situação hipotética em que num grupo de 10 pessoas uma teria 99 euros, enquanto as restantes possuiriam apenas 1 euro.«A riqueza está concentrada na América do Norte, Europa e em países da Ásia-Pacífico (como o Japão, por exemplo). A população destas nações possui colectivamente 90 por cento da riqueza total», acrescenta o documento que foi divulgado ontem na Associação de Imprensa Estrangeira, em Londres.
De acordo com o estudo, em 2000, um casal precisava de um património de 1 milhão de dólares (cerca de 750,6 mil euros) para estar entre o 1% dos mais ricos do mundo, um grupo que reúne 37 milhões de pessoas.
Mais de metade daquelas pessoas reside nos EUA ou no Japão.
O estudo revela ainda que um património líquido de 2.200 dólares (cerca de 1.650 euros) por adulto colocaria uma família na metade superior da distribuição de riqueza.
Este estudo impele-nos a lançar algumas questões filosóficas:
O que é a justiça?
O que é uma sociedade justa?
Como distribuir os bens na sociedade?
Precisa-se (urgentemente) de contributos…
04 dezembro 2006
O Lugar da Filosofia
Podemos justificadamente confiar nos travões, na direcção e no motor, uma vez que sempre funcionaram bem até agora; mas esta confiança pode ser completamente injustificada: os travões podem ter uma deficiência e falharem precisamente quando precisamos deles. Analogamente, os princípios nos quais a nossa vida se baseia podem ser inteiramente sólidos; mas até os termos examinado, não podemos ter a certeza disso.
Nigel Warburton, Elementos Básicos de Filosofia
Nigel Warburton, Elementos Básicos de Filosofia
03 dezembro 2006
A 10 de Dezembro comemora-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos
Kyrie
Em nome dos que choram,
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta,
E que de noite morrem,
Com a esperança nos olhos e arames em volta.
Em nome dos que sonham com palavras
De amor e paz que nunca foram ditas,
Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio,
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas,
Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e destrói
E devoram as lágrimas e o medo
Quando a fome lhes dói.
Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.
Em nome dos teus filhos que esqueceste,
Filho de Deus que nunca mais nasceste,
Volta outra vez ao mundo!
José Carlos Ary dos Santos
Em nome dos que choram,
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta,
E que de noite morrem,
Com a esperança nos olhos e arames em volta.
Em nome dos que sonham com palavras
De amor e paz que nunca foram ditas,
Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio,
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas,
Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e destrói
E devoram as lágrimas e o medo
Quando a fome lhes dói.
Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.
Em nome dos teus filhos que esqueceste,
Filho de Deus que nunca mais nasceste,
Volta outra vez ao mundo!
José Carlos Ary dos Santos
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