15 fevereiro 2007

A filosofia na Poesia de Manuel Alegre


“Quem somos, donde vimos, para onde vamos?
Há muito já que moro no porquê.
Nada sabemos senão que passamos.
E há sempre um homem que já foi
E há sempre um homem que ainda não é.
É esse que me dói.

Agora sei que nada é fixo: há sempre um por fazer
Há sempre outro partir depois de cada chegar

Agora sei que para saber
É preciso rasgar as mãos … e procurar.”

Manuel Alegre

13 fevereiro 2007

O homem está condenado a ser livre?

Afirma Jean Paul Sartre que “O homem está condenado a ser livre”. Concerteza um afirmação um pouco rebuscada para muitos mas que pode ser claramente entendida devido à posição perante a liberdade do autor. É notório que Sartre, um “existencialista ateu”, não aceita totalmente a teoria determinista, corrente filosófica que defende que a liberdade é uma ilusão incompatível com um mundo regido por leis, mas sim o determinismo moderado, que nos diz que apesar de existirem algumas condicionantes (biológicas, histórico-culturais e psicológicas) o homem é livre de escolher determinadas acções. Ou seja, nenhum de nós escolheu se queria vir ao mundo, apenas nasceu e ficou desde logo condenado a viver num determinado país, com determinados pais, com uma determinada cultura, numa determinada geração. No entanto, nenhuma dessas condicionantes nos impede de tomarmos certas decisões como escolher sermos honestos ou falsos. Estas escolhas somos nós que as temos de fazer e são elas que, juntamente com a maneira como escolhemos, vão ditar como nos vamos comportar perante determinadas situações, vão determinar a nossa personalidade, ou seja, fazem com que o homem tenha capacidade de se construir a si próprio. E é aí que recai a frase transcrita no início do texto. O homem durante toda a sua vida é obrigado a tomar decisões livremente, estando condenado “porque não se criou a si próprio” (condicionantes), mas sempre condenado e obrigado a escolher livremente o que quer ou não fazer. É óbvio que intrínseca a esta condenação está a responsabilidade que o homem deve ter para poder construir-se a si próprio e ao Mundo, pois cada acção do homem deixa uma marca para os seus sucessores e se assim não fosse, a espécie humana continuaria na pré-história. Assim, o homem pode e deve ser responsabilizado pelos seus actos, sejam eles bons ou maus.

Sílvia Vieira 10ºA

12 fevereiro 2007

Os sofistas e a retórica


1 - Como surgiu a necessidade de uma nova Educação, em Atenas, no século V?
2- Quem eram os Sofistas?
3 - Quais a críticas feitas por Platão aos Sofistas?
4- Nos tempos actuais quem teria mais sucesso: os sofistas ou Platão? Justifica.

08 fevereiro 2007

Direitos Humanos

“1º Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários; e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice e noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.”

In Declaração Universal dos Direitos Humanos, Artigo 25

O fundamental da atitude filosófica é a crítica

Bertrand Russel
"Deverá pois a iniciação filosófica assumir um carácter essencialmente crítico e consistir num debate dos problemas básicos que não seja dominado pelo intuito dogmático de cerrar as portas às discussões ulteriores."

Prefácio de António Sérgio a
"Os problemas da Filosofia",
de Bertrand Russel

Os valores são relativos ou absolutos?

Ainda a propósito de Valores e Cultura...

«Quando vivi na Guiné, dois colegas meus fizeram um trabalho de campo sobre um fenómeno muito comum em África e que costuma ser designado por infanticídio étnico. Trata-se de matar as crianças que nascem com problemas de saúde. Na Guiné, em regra, quando se detecta um problema (ou um suposto problema, atendendo à inexistência de conhecimentos das pessoas) a mãe e as outras mulheres da família colocam o bébé na margem do rio e deixam-no lá. Ao outro dia vão ver se ainda lá está (na Guiné, por causa da força do mar, os rios têm marés). Se estiver é porque não tem mau espírito, se não estiver, confirma-se o acertado da decisão.Quando os meus colegas interrogavam as pessoas sobre os seus sentimentos ao deixarem os filhos à mercê da água a resposta era sempre a mesma: não é um filho: é um “có” (um espírito mau) disfarçado de filho/pessoa. Por isso não havia qualquer problema em eliminá-lo. Pelo contrário: era um dever. De acordo com as tradições deles, se o có não fosse eliminado, a primeira pessoa contra a qual ele se voltaria seria a mãe. Os meus colegas diziam, inclusivamente, que os guineenses não usavam palavras como “filho”, “bébé”, “criança”, “pessoa”, ... para significar o có.»

História citada por Paulo Lagoinha
Forum "Arte de Pensar"

Programação das AULAS DE FILOSOFIA - RTP Madeira com o Prof. Rolando Almeida

Podes aceder às aulas de Filosofia da RTP Madeira, lecionadas pelo Prof. Rolando Almeida (na foto), acedendo aos links abaixo.  TELENSINO (R...