24 novembro 2009
23 novembro 2009
Apresentação Determinismo e Liberdade na Acção Humana
22 novembro 2009
Dia Mundial da Filosofia - Biografias e citações de filósofos já estão on line
21 novembro 2009
Rede Conceptual da Acção Humana - Apresentação "Acção e Explicação"
Porque negam os deterministas radicais a liberdade?

O problema acerca da existência de liberdade humana pode ter a seguinte formulação preliminar. Os desejos e crenças de uma pessoa (o seu comportamento, portanto) é causado por coisas que estão fora do seu controle. Não escolheu livremente os seus genes ou a sequência de circunstâncias em que cresceu. Se não os escolheu livremente, porquê afirmar que o seu comportamento provém de uma escolha livre da sua parte? Como tornar essa pessoa responsável por acções causadas por acontecimentos sobre os quais não detém qualquer controle? Essa pessoa não parece mais livre do que um computador; sucede que um computador age como age porque foi programado para o fazer.
Outra maneira de encarar o problema consiste em notar uma característica presente no quadro causal acima indicado. Suponha-se que o nosso comportamento é o produto das nossas crenças e desejos tal como o comportamento do computador resulta de um programa. Há uma característica da situação em que o computador se encontra que parece caracterizar a situação em que nos encontramos. Conforme o programa, o computador pode comportar-se de maneira diferente. Suponha-se que alguém programou um computador para somar dois números. Isto significa que se os dados de partida forem 7 e 5, o resultado só pode ser 12. O computador não pode agir de outra maneira.
Será que, a este respeito, somos como os computadores? Dados os desejos e crenças que actualmente temos, não será inevitável que façamos precisamente o que fazemos? As nossas crenças e desejos deixam em aberto o que fazemos tanto quanto um programa de computador deixa em aberto o que o computador é capaz de fazer. Este facto acerca do computador — e acerca de nós próprios caso sejamos como o computador — parece implicar que não somos livres. A razão é que se uma acção foi praticada livremente, seria possível ao agente agir de modo diverso. Se é livremente que levo aos lábios uma chávena de chá, deveria ter sido possível não o fazer. Mas, dadas as minhas crenças e desejos, não podia ter deixado de levar aos lábios a chávena de chá. As nossas acções são as consequências inevitáveis das mentes que possuímos, como o comportamento do computador é a consequência do seu programa. (...)
Outra maneira de encarar o problema consiste em notar uma característica presente no quadro causal acima indicado. Suponha-se que o nosso comportamento é o produto das nossas crenças e desejos tal como o comportamento do computador resulta de um programa. Há uma característica da situação em que o computador se encontra que parece caracterizar a situação em que nos encontramos. Conforme o programa, o computador pode comportar-se de maneira diferente. Suponha-se que alguém programou um computador para somar dois números. Isto significa que se os dados de partida forem 7 e 5, o resultado só pode ser 12. O computador não pode agir de outra maneira.
Será que, a este respeito, somos como os computadores? Dados os desejos e crenças que actualmente temos, não será inevitável que façamos precisamente o que fazemos? As nossas crenças e desejos deixam em aberto o que fazemos tanto quanto um programa de computador deixa em aberto o que o computador é capaz de fazer. Este facto acerca do computador — e acerca de nós próprios caso sejamos como o computador — parece implicar que não somos livres. A razão é que se uma acção foi praticada livremente, seria possível ao agente agir de modo diverso. Se é livremente que levo aos lábios uma chávena de chá, deveria ter sido possível não o fazer. Mas, dadas as minhas crenças e desejos, não podia ter deixado de levar aos lábios a chávena de chá. As nossas acções são as consequências inevitáveis das mentes que possuímos, como o comportamento do computador é a consequência do seu programa. (...)
Elliot Sober
Tradução de Paulo RuasCore Questions in Philosophy (Prentice-Hall, 2001).
Podes ler mais aqui
19 novembro 2009
Assim foi o Dia Mundial da Filosofia na nossa escola!


O testemunho pessoal ou documental de homens (infelizmente muitos mais homens do que mulheres) que, com uma atitude verdadeiramente crítica e filosófica, dedicaram (e por vezes até perderam) uma vida inteira à interrogação, ao questionamento de problemas que foram e continuam a ser a essência da vida humana e do mundo em que vivemos deve suscitar em nós uma grande admiração. Pitágoras, Sócrates, Aristóteles, Descartes, Marx, Nietzshe, Sartre e tantos outros filósofos fizeram o mundo "pular e avançar" e legaram um património de conhecimento incalculável para a humanidade que não podemos desestimar. É assim a Filosofia. Incompreendida por uns, menosprezada por outros mas, diga-se em abono da verdade, valorizada pelos mais sensatos. Por aqueles que consideram que a filosofia é não só um, entre muitos outros, modos de o homem interpertar a realidade, o mundo, mas também de o transformar. Foi esse o apelo que fez Karl Marx há mais de 100 anos: "Os filósofos até agora limitaram-se a interpretar o mundo. De agora em diante é preciso, pelo contrário, transformá-lo".
É este sentimento de que a filosofia "não deixa tudo tal e qual" que pode ficar na comemoração do Dia Mundial da Filosofia na nossa escola. Depois de um contacto (embora generalista) com o pensamento de muitos filósofos, depois de trazermos a filosofia para a rua, de "obrigarmos" colegas e professores a pensar porque é que "O mundo sensível é uma ilusão" (Parménides) ou porque é que "Deus está morto" (Nietzshe) ou ainda porque é que "Cada homem deve inventar o seu caminho" (Sartre) há que vestir genuinamente a camisola da filosofia. Se o fizermos teremos, no futuro, um mundo melhor!
Obrigado a todos os alunos e professores que colaboraram na iniciativa. Aqui ficam algumas fotos.
Sérgio Cortinhas
Sugestão de correcção exercícios do Manual pag.79
1. – O determinismo é a tese de que todos os acontecimentos estão causalmente determinados pelos acontecimentos anteriores e pelas leis da natureza (todos os acontecimentos têm uma causa).2. – Dizer que um acontecimento está causalmente determinado significa que esse acontecimento não poderia ter ocorrido se não tivessem ocorrido as causas que lhe deram origem e se as leis da natureza não fossem como são.
– Quando chove, esse acontecimento não teria ocorrido se não se tivesse dado as causas
que estão na sua origem e se, por exemplo, as leis da condensação fossem diferentes.
- Um acidente de viação não teria ocorrido se o condutor não estivesse alcoolizado.
3. – Uma cadeia causal é uma sequência encadeada de causas e efeitos.
4. – O livre-arbítrio é a capacidade para decidir ou arbitrar em liberdade.
6. – Um conjunto de estados de coisas é compatível quando todos os estados de coisas
do conjunto podem ocorrer simultaneamente. Uma teoria filosófica sobre o livre arbítrio é compatibilista se defender a compatibilidade entre o livre-arbítrio e o determinismo.
Um conjunto de estados de coisas é incompatível quando os estados de coisas do conjunto
não podem ocorrer simultaneamente. Uma teoria filosófica sobre o livre-arbítrio é incompatibilista se defender a incompatibilidade entre o livre-arbítrio e o determinismo.
7. – Significa que se trata de saber se o livre-arbítrio pode coexistir com o determinismo
que observamos na natureza.
8. – Pode defender o determinismo radical (não há livre-arbítrio) ou o compatibilismo (há livre-
-arbítrio).
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