06 dezembro 2009

Violação dos Direitos dos Animais


A Vera, do 10ºC, enviou este link sobre violação dos Direitos dos Animais.

Não aconselhável aos mais sensíveis

03 dezembro 2009

Os animais têm Direitos? Conferência na nossa escola em Janeiro com o filósofo Pedro Galvão

Os Direitos dos Animais serão justamente um dos temas a ser abordados na nossa escola no próximo período lectivo. O grupo de Filosofia do Externato Infante D. Henrique promoverá uma conferência intitulada “Os animais têm Direitos?”, que será dinamizada pelo filósofo Pedro Galvão (na foto). O colóquio realizar-se-á a 27 de Janeiro de 2010 e procurará discutir questões éticas sobre os direitos dos animais “não-humanos”.
Muitas questões serão equacionadas nesta conferência, tais como o modo como devemos tratar os animais não humanos, o seu estatuto moral, a legitimidade da utilização dos animais na alimentação ou na investigação científica, entre outros.
O Doutor Pedro Galvão é mestre em Filosofia pela Universidade de Lisboa, onde é investigador do Centro de Filosofia e prepara o doutoramento na especialidade de Ética. Membro da direcção da Sociedade Portuguesa de Filosofia. Participou em várias publicações apoiadas pelo Centro para o Ensino da Filosofia, e é também autor de artigos de ética normativa. Publicou diversas traduções de obras filosóficas, incluindo a do livro Utilitarismo, de J. S. Mill (Porto Editora, 2005), que também organizou. Edita a revista electrónica de filosofia moral e política Trólei .
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REGISTA AQUI ALGUMAS QUESTÕES QUE GOSTAVAS QUE FOSSEM ABORDADAS NA CONFERÊNCIA "OS ANIMAIS TÊM DIREITOS?"

Anjo dos animais é diabo da igreja


Joanna Krupa, católica praticante, virou um anjo despido a favor da adopção de animais. A Igreja Católica norte-americana vê o diabo no corpo nu da modelo.
A jovem modelo Joanna Krupa, que já tirou as roupas para a capa da revista "Playboy", despiu-se, agora, em favor dos animais abandonados. Apenas com uma cruz religiosamente colocada, ganhou asas de anjo e uma auréola de santa para o novo anúncio da PETA. "Be an angel for animals. Don't buy. Adopt".
Ao ser "um anjo para os animais", na campanha a favor da adopção e em detrimento da compra de animais em lojas, Joanna Krupa virou um diabrete para a Igreja Católica. "É totalmente inapropriado", disse Deal Hudson, editor do sítio da net InsideCatholic.com, ao comentar o anúncio.
(JN)

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26 novembro 2009

Livre-arbítrio!

«Se ter livre-arbítrio é poder fazer aquilo que desejamos e está ao nosso alcance, então os cães também têm livre-arbítrio.» Concordas? Porquê?

Arte de Pensar, pag. 94

A experiência da liberdade!

A evolução deu-nos uma forma de experiência da acção voluntária onde a experiência da liberdade, isto é, a experiência do sentido de possibilidades alternativas, está inserida na genuína estrutura do comportamento humano consciente, voluntário e intencional. Por essa razão, creio, nem esta discussão nem qualquer outra alguma vez nos convencerá de que o nosso comportamento não é livre.

John Searle, Mente Cérebro e Ciência

Compatibilismo

Se alguém prediz que eu vou fazer alguma coisa, posso muito bem não fazer essa coisa. Ora bem, este tipo de opção não está à disposição dos glaciares que se movem pelas montanhas abaixo ou das bolas que rolam em planos inclinados, ou dos planetas que se movem em torno das suas órbitas elípticas.
Estamos perante um enigma filosófico característico. Por um lado, um conjunto de argumentos muito poderosos força-nos à conclusão de que a vontade livre não existe no Universo. Por outro, uma série de argumentos poderosos baseados em factos da nossa própria experiência inclina-nos para a conclusão de que deve haver alguma liberdade da vontade, porque aí todos a experimentamos em todo o tempo.
Há uma solução corrente para este enigma filosófico. Segundo essa solução, a vontade livre e o determinismo são perfeitamente compatíveis entre si. Naturalmente, tudo no Mundo é determinado mas, apesar de tudo, algumas acções humanas são livres. Dizer que são livres não é negar que sejam determinadas; é afirmar que não são constrangidas. Não somos forçados a fazê-las: assim, por exemplo, se um homem é forçado a fazer alguma coisa porque lhe apontam uma arma, ou se sofre de alguma compulsão psicológica, então, a sua conduta é genuinamente não livre. Mas se, por outro lado, ele age livremente, se age, como dizemos, por sua livre vontade, então, o seu comportamento é livre. Claro está, é também completamente determinado, uma vez que cada aspecto do seu comportamento é determinado pelas forças físicas que operam sobre as partículas que compõem o seu corpo, tal como operam sobre todos os corpos no universo. Assim, a conduta livre existe, mas é apenas um cantinho do Mundo determinado — é este canto do comportamento humano determinado onde certos tipos de força e de compulsão estão ausentes.
Ora bem, porque esta concepção afirma a compatibilidade da vontade livre e do determinismo recebe habitualmente o nome de «compatibilismo». (…)

John Searle, Mente Cérebro e Ciência