21 janeiro 2010

Conferência a 27 de Janeiro. Não Faltes!


DIREITOS DOS ANIMAIS 1
"(...) De modo que matar um chimpanzé, por exemplo, é pior que matar um ser humano que, devido a uma deficiência mental congénita, não é nem pode vir a ser uma pessoa"

DIREITOS DOS ANIMAIS 2
"É bem possível que estes mamíferos (baleias e os golfinhos) com cérebros grandes se revelem seres racionais e autoconscientes"

DIREITOS DOS ANIMAIS 3
De acordo com números oficiais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos , cerca de 140.000 cães e 42.000 gatos morrem nos laboratórios dos EUA todos os anos e um número menor mas considerável é usado em todos os países «desenvolvidos».

DIREITOS DOS ANIMAIS4
"A relação entre mãe e cria nos mamíferos pode constituir uma fonte de sofrimentos intenso se alguma delas morrer ou for levada"

DIREITOS DOS ANIMAIS 5

"Para promover as atitudes moralmente correctas de consideração pelos animais, incluindo os não autoconscientes, talvez seja melhor considerar como princípio elementar evitar matá-los para os comer"


Citações de Peter Singer, do livro Ética Prática

11 janeiro 2010

Relativismo Cultural e Tolerância



A ideia de que a ética é apenas uma questão de convenções sociais atraiu sempre as pessoas educadas. Culturas diferentes têm códigos morais diferentes, diz-se, e pensar que há um padrão universal que se aplica em todas as épocas e lugares não passa de uma ingenuidade. É fácil encontrar exemplos. Nos países islâmicos, os homens podem ter mais do que uma mulher. Na Europa medieval, pensava-se que emprestar dinheiro a juros era pecado. Os povos nativos do Norte da Gronelândia por vezes abandonavam as pessoas velhas, deixando-as morrer ao frio. Ao pensar em exemplos como estes, os antropólogos concordam há muito com a afirmação de Heródoto:« O costume é o rei de todos nós.»
Hoje a ideia de que a moralidade é um produto social é atraente por uma razão adicional. O multiculturalismo é agora uma questão importante, especialmente nos Estados Unidos. Dada a posição dominante dos Estados Unidos no mundo, diz-se, e dada a forma como as acções americanas afectam os outros povos, os americanos estão especialmente obrigados a respeitar e a apreciar as diferenças entre culturas. Em particular, diz-se, temos de evitar a suposição arrogante de que os nossos costumes são «certos» e de que os costumes dos outros povos são inferiores. Isto significa, em parte, que devemos abster-nos de fazer juízos morais sobre as outras culturas. Devemos adoptar uma política de vive e deixa viver.
Superficialmente, esta atitude parece esclarecida. De facto, a tolerância é uma virtude importante e é óbvio que muitas práticas culturais não passam de costumes sociais - por exemplo, padrões de vestuário, de alimentação, de organização doméstica.
No entanto as questões fundamentais de justiça são diferentes. Quando pensamos em exemplos como a escravatura, o racismo e os maus tratos infligidos às mulheres, encolher os ombros e dizer «Eles têm os seus costumes e nós temos os nossos» já não parece tão esclarecido. (...) Temos a ideia, já mencionada, de que devemos respeitar as diferenças entre culturas.Respeitar uma cultura não implica que tenhamos de considerar aceitável tudo o que nela existe. Podemos pensar que uma cultura tem uma história maravilhosa e que produziu grandes obras de arte e ideias belas. Podemos pensar que as suas figuras cimeiras são nobres e admiráveis. Podemos pensar que a nossa própria cultura tem muito a aprender com ela. Ainda assim, isto não significa que tenhamos de considerá-la perfeita. Pode incluir elementos terríveis.

Problemas da Filosofia, James Rachels

Emotivismo (e subjectivismo) moral


Segundo o emotivismo, a linguagem moral não é uma linguagem de afirmação de factos; não é normalmente usada para transmitir informação. O seu propósito é diferente. É usada, primeiro, como um meio de influenciar o comportamento das pessoas. Se alguém diz «Não deves fazer isso», essa pessoa está a tentar impedir outra de o fazer. A elocução é, pois, mais parecida a uma ordem do que a uma afirmação de facto; é como se a pessoa tivesse dito: «Não faças isso!» em segundo lugar, a linguagem moral é usada para exprimir (e não para relatar) a atitude de alguém. Afirmar: «Lincoln era um homem bom», não é o mesmo que afirmar «Eu gosto de Lincoln», mas é como dizer «Um viva por Lincoln!»
A diferença entre o emotivismo e o subjectivismo simples deve agora ser óbvia. O subjectivismo simples interpretava as afirmações éticas como afirmações de facto de um tipo especial - nomeadamente como relatos da atitude do interlocutor. Segundo o subjectivismo simples, quando Falwell afirma «A homossexualidade é imoral», isto significa o mesmo que «Eu (Falwell) desaprovo a homossexualidade» - uma afirmação de facto sobre a atitude de Falwell. O emotivismo, por seu lado, nega que esta elocução declare qualquer facto, mesmo um facto sobre o próprio interlocutor. Em vez disso, o emotivismo interpreta a elocução de Falwell como equivalente a algo como «A homossexualidade - que horror!» ou «Não se envolva em actos homossexuais!», ou ainda «Quem me dera não existisse homossexualidade». (...)
Elementos da Filosofia Moral, James Rachels

24 dezembro 2009


Algumas sugestões de prendas!


O Livro dos Grandes Opostos Filosóficos, de Oscar Brenifier e Jacques Després (ilustração).
Para ofereceres ao teu irmão ou irmã (7-12 anos) mas também para dares uma espreitadela. Ilustrações interessantíssimas.









Universo, uma Biografia, de John Gribbin
Não é um livro de filosofia mas nem por isso deixa de ser importante para desenvolveres uma atitude filosófica crítica e esclarecida. Com uma linguagem relativamente simples (embora necessites de perbecer alguns conceitos de Física e Química) este autor explica como começou o universo, como se formam as estrelas e os planetas ou como começou a vida.










Que quer dizer tudo isto?
Uma iniciação filosófica, de Thomas Nagel
Os principais problemas e questões filosóficas, teses e argumentos. Um excelente instrumento para desenvolveres o espírito crítico e uma atitude verdadeiramente filosófica. Um excelente auxiliar para o 10ºano, em que problemas como o livre-arbítrio e a ética mas também a morte ou o sentido da vida são apresentados de modo muito interessante.








A Arte de Argumentar, de Anthony Weston
Um bom auxiliar para melhorares as tuas competências argumentativas. Um bom livro para te ajudar a compreender melhor os diversos tipos de argumentos (conteúdos do 11ºano).








Ética para um Jovem, de Fernando Savater
Numa linguagem informal, clara e imaginativa, este filósofo basco aborda valores éticos, como a liberdade ou a responsabilidade e "a arte de bem viver".







Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder
Em forma de romance e num estilo simples, claro e agradável, este autor coloca-te em contacto com a vida e o pensamento dos grandes filósofos.