12 outubro 2010

Quem foi Aristóteles?

Aristóteles (384 – 322 a.C.) é um dos mais influentes filósofos de sempre. Nasceu em Estagira, no norte da Grécia. Foi discípulo de Platão em Atenas e mestre de Alexandre Magno, na Macedónia. Depois da morte de Platão, fundou em Atenas a sua própria escola, a que deu o nome de Liceu. Os seus interesses eram os mais variados. Não houve quase nenhum domínio do conhecimento sobre o qual não tivesse escrito e atribuía uma grande importância à observação da natureza. Ele próprio procedeu a estudos minuciosos nos domínios da física, biologia, psicologia e linguagem. Entre as disciplinas filosóficas que desenvolveu contam-se a lógica, a metafísica, a ética, a filosofia política, e a estética. Pode mesmo dizer-se que foi o fundador da lógica, começando o seu estudo praticamente do nada. Se bem que limitada e com várias deficiências, a teoria lógica aristotélica foi o resultado de um trabalho notável de inteligência, de tal modo que, no essencial, se manteve incontestada e estudada até ao final do século XIX. Aristóteles procurou determinar as formas válidas de inferência, isto é, as inferências cuja forma nos impede de chegar a uma conclusão falsa a partir de premissas verdadeiras. E estabeleceu um conjunto de regras para identificar as boas e evitar as más inferências. Organon é o nome dado ao conjunto das suas obras de lógica. Na Metafísica, uma das suas obras mais marcantes, Aristóteles descreve esta disciplina como o estudo do «ser enquanto ser», isto é, o estudo do ser em geral, independentemente do modo particular como as coisas são. Em Ética a Nicómaco, Aristóteles argumenta, entre outras coisas, a favor da ideia de que as virtudes morais, como a generosidade e a honestidade, não são inatas. Só o hábito de evitar excessos de qualquer tipo nos pode tornar pessoas virtuosas. Por isso, a virtude adquire-se com a prática. Sobre filosofia política escreveu a Politica e sobre estética a Poética, entre outros livros. Ao afirmar “A dúvida é o princípio da sabedoria” Aristóteles mostra que o conhecimento tem um papel relevante na vida humana e a dúvida é o despertar para esse conhecimento. Quem se interroga e duvida tem vontade de saber.

Fontes
Logos, Enciplopédia Luso-Brasileira de Filosofia
Dicionário Escolar de Filosofia, Organização de Aires Almeida, Plátano Editora
Filosofia, Luís Rodrigues, Plátano Editora
Colecção Grande Pensadores, edição do Jornal Público
Wikipédia, a Enciclopédia Livre

28 setembro 2010

O que é a lógica?

Validade dos argumentos


A validade de um argumento depende exclusivamente da relação entre as premissas e a conclusão: dizer que um argumento é válido significa dizer que as premissas estão de tal modo relacionadas que a conclusão é verdadeira se as premissas forem verdadeiras. No caso dos argumentos dedutivos, essa conexão é a seguinte: é impossível as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa.Ao avaliar o argumento quanto à sua validade, não importa saber se as premissas ou a conclusão são de facto verdadeiras. O que importa é saber se, supondo ou imaginando que as premissas são verdadeiras, a conclusão pode ser falsa. Para isso, só precisamos de fazer a seguinte pergunta hipotética: têm as premissas uma natureza tal, que se fossem verdadeiras a conclusão estaria obrigada a ser verdadeira? Tomemos o seguinte exemplo:
Todos os arquitectos ganham muito dinheiro.
Cristiano Ronaldo é arquitecto.
Logo, Cristiano Ronaldo ganha muito dinheiro.
Será válido ou inválido? Podemos raciocinar do seguinte modo: se a primeira proposição for verdadeira e se supusermos que a segunda também é verdadeira, não podemos negar a conclusão, ou seja, a conclusão deriva das premissas. O argumento é válido. A suposição da verdade das premissas é um mero procedimento para avaliar a conexão ou ligação entre as premissas e a conclusão. Como podemos constatar, a validade do argumento é independente da verdade das premissas – nem todos os arquitectos ganham muito dinheiro, nem Cristiano Ronaldo é arquitecto – e da conclusão. Neste caso, a conclusão é verdadeira. Como sabemos, o Cristiano Ronaldo que joga em Espanha, no Real Madrid, ganha muito dinheiro

02 setembro 2010

Hawking exclui Deus da criação do Universo

O Big Bang foi simplesmente uma consequência das leis da Física e Deus não teve nenhum papel nisso. A teoria do professor Stephen Hawking surge no seu novo livro, intitulado The Grand Design, e vai contra a posição assumida anteriormente pelo cientista britânico, que chegou a defender que a crença num Criador não era imcompatível com a Ciência, num best-seller publicado em 1988.
O Times publica esta quinta-feira alguns trechos da nova obra de Hawkings, onde este defender que "a criação espontânea é a razão por que algo existe". Esta teoria contesta assim a convicção de Isaac Newton de que o Universo não poderia ter surgido a partir do caos sem intervenção divina.
"Por haver uma lei como a da gravidade, o Universo pode e irá criar-se a ele próprio do nada. A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos", escreve o célebre cientista.
"Não é necessário evocar Deus para iluminar as coisas e criar o universo", acrescenta.
in Revista Visão

P.S. Este é um tema que vamos debater neste ano lectivo, na nossa escola. Fica atento(a).

18 junho 2010

Morreu hoje José Saramago: "Acho que nos falta Filosofia"

Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.
José Saramago
(1922-2010)

Revista do Expresso

11 de Outubro de 2008