
29 setembro 2011
Cursos a que podes concorrer com o exame de Filosofia

26 setembro 2011
13 setembro 2011
Exame de filosofia é opção este ano!
a) Na disciplina de Português da componente de formação geral (12ºano);
b) Na disciplina trienal da componente de formação específica (12ºano);
c) Nas duas disciplinas bienais da componente de formação específica (11ºano), ou numa das disciplinas bienais da componente de formação específica e na disciplina de
Filosofia da componente de formação geral (11º ano), de acordo com a opção do aluno."
Assim, a escolha de realização do exame de Filosofia em vez de uma disciplina específica é uma opção do aluno. Procura esclarecimentos junto do teu professor de filosofia
06 julho 2011
Sócrates, a Filosofia e o País

A notícia de que Sócrates vai estudar Filosofia para Paris durante um ano surpreendeu muitos e surpreendeu-me também a mim. Mas foi uma boa notícia. Considero que muitos outros políticos lhe deveriam seguir o exemplo. Como profissional de uma das áreas de conhecimento mais antigas na história da humanidade reconheço que, quer a nível pessoal quer a nível da organização social e política muito teríamos a ganhar se houvesse uma aposta alargada e melhor estruturada na formação filosófica no nosso sistema de ensino. Somos, diz-se, um povo de brandos costumes e isso é bom, mas também somos um povo acrítico e isso é mau. Somos um povo pouco autêntico, um povo que valoriza mais o “ter” do que o “ser”, que pensa pouco. Formamos muitos jovens que dominam habilmente as novas tecnologias mas são incapazes de formular e expressar um raciocínio crítico devidamente estruturado sobre o melhor ou o pior sistema económico ou político ou sobre os fundamentos de uma decisão política, empresarial ou pessoal. É a geração do “Porque sim!”, educada por outras gerações que não tiveram a oportunidade de aprender filosofia ou que viveram amordaçadas sob o signo do medo. Ora a formação filosófica pode dar um importante contributo para a mudança. Porque em filosofia aprende-se que não há teorias filosóficas, económicas, políticas ou científicas absolutamente certas ou erradas e que, por isso, o importante é procurar boas razões/argumentos apoiados no conhecimento adequado dos problemas e no testemunho dos grandes pensadores para aceitar ou recusar determinadas teorias. Em Filosofia aprende-se que uma vida autêntica e com sentido exige uma tomada de posição esclarecida e apoiada em bons argumentos. Aprende-se que a verdade é uma meta inalcançável e que, por isso, teremos que ser permanentemente críticos e curiosos. Em filosofia pergunta-se mais do que se responde, aprende-se a encarar a dúvida não como uma atitude de fraqueza mas um sinal de sabedoria. E já agora, em filosofia, entre outras coisas, aprende-se que todos os homens são iguais, que o homem é um fim em si mesmo e não um meio e que a dignidade humana é um carácter essencial e intrínseco a qualquer ser humano. Ora, se quem nos governa e quem elege quem nos governa pensasse assim, o mundo e o país estariam bem melhores. José Saramago numa entrevista concedida ao Expresso, dizia, com alguma autoridade que “na sociedade actual nos falta filosofia. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar e parece-me que sem ideias não vamos a parte nenhuma.”
E não vamos mesmo, digo eu.
20 maio 2011
Cientista Rui Faria explicou "Como se faz ciência?"

"Como se faz ciência?” foi o mote que levou o investigador Rui Faria, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto (CIBIO) a participar numa “palestra-conversa”, no Externato Infante D. Henrique, em Ruílhe, no dia 13 de Maio, a convite do Grupo de Filosofia desta escola. Rui Faria é doutorado em Ciências Biológicas pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e está, neste momento, a frequentar um pós-doutoramento na Universidade Pompeu Fabra, de Barcelona. “O que faz um cientista?”; “Como é o dia-a-dia de um cientista?”; “Quais as principais metodologias e técnicas que utiliza no seu trabalho de investigação?” foram algumas, entre outras, questões a que o professor Rui Faria procurou dar resposta. Deste modo, apresentou aos alunos o CIBIO, explicou como se planifica em concreto uma investigação, como é que a comunidade científica valida uma lei ou teoria científica e quais as principais dificuldades ou obstáculos que podem condicionar uma investigação científica. O cientista Rui Faria falou também aos alunos de vários projectos de investigação em que participa, na área da genética, nomeadamente a “Sequenciação do Genoma do Orangotango”, investigação cuja equipa integrou e mereceu publicação na conhecida revista “Nature”. Mas Rui Faria integra outros projectos de investigação, tais como uma investigação sobre o “Papel da Estrutura de Cromossomas na Adaptação e Formação das Espécies” e um projecto sobre a “Conservação dos Recursos Aquáticos no Atlântico”. Participaram nesta actividade cerca de 70 alunos do 11º ano de escolaridade, no âmbito da disciplina de Filosofia e da abordagem da unidade “Estatuto do Conhecimento Científico”.
25 março 2011
David Hume - a justificação do conhecimento e suas consequências
23 março 2011
Existência de Deus debatida por filósofo e cientista



O Grupo de Filosofia, o Grupo de Educação Moral e Religiosa e o Departamento de Ciências Físico-Naturais do Externato Infante D. Henrique organizaram, a 16 de Março, nas instalações desta escola, um debate sobre o problema da existência de Deus, intitulado “Deus existe ou é uma invenção da mente humana?”. Participaram lado a lado neste debate um Filósofo e um Cientista: o Professor Alfredo Dinis, Filósofo e actual Director da Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa e o Cientista João Paiva, doutorado em Química pela Universidade de Aveiro e professor na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.A iniciativa foi destinada a alunos do 11º e 12º ano de escolaridade que colocaram questões pertinentes sobre o assunto, tais como a questão da existência de vida para além da morte, as provas da existência de Deus ou as relações históricas entre a ciência e a religião. Para João Paiva o problema da existência de Deus não é um problema científico, considerando que não há provas científicas da existência de Deus. No entanto, este cientista deu o seu testemunho como crente afirmando que “invento todos os dias Deus porque sou uma pessoa frágil”, não deixando de afirmar que apesar de crente “tenho sérias dúvidas que Deus exista”. Alfredo Dinis analisou a questão central do debate, considerando que se o homem inventou Deus também inventou as leis da natureza, porque “as leis do universo são invenções da mente humana”. Este filósofo e teólogo considera que a opção pela religião pode ajudar a compreender melhor o universo e ajuda as pessoas a “viver melhor”, considerando por isso esta uma opção sensata.
No final houve uma sessão de autógrafos dado que muitos alunos presentes no debate adquiriram o livro “Educação, Ciência e Religião”, de Alfredo Dinis e João Paiva, que pretende suscitar a reflexão e o debate sobre questões que se colocam na fronteira entre fé e ciência e são objecto de acesos debates em bases nem sempre objectivas.
Programação das AULAS DE FILOSOFIA - RTP Madeira com o Prof. Rolando Almeida
Podes aceder às aulas de Filosofia da RTP Madeira, lecionadas pelo Prof. Rolando Almeida (na foto), acedendo aos links abaixo. TELENSINO (R...
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