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21 abril 2020
20 março 2020
Como surgiu universo?
"Como surgiu o o universo?" é um livro que nos ajuda a compreender a ciência, particularmente algumas das mais importantes leis científicas. Peter Atkins, professor de Química da Universidade de Oxford afirma que "quase todas as leis científicas são aproximações à realidade", acrescentando que "todas as ideias na ciência vivem da precaridade". Publicado em 2018, este livro ensina-nos também a compreender melhor leis científicas muito importantes como a lei da conservação da energia (que, segundo o autor, "está no cerne da nossa compreensão do universo"), o princípio da uniformidade da natureza, leis da termodinâmica, a entropia no universo, entre outras.
Sobre o a ciência e o método científico, diz Atkins (p.279) "os cientistas têm pressentimentos, dão saltos intelectuais, cometem seguramente erros, roubam ideias a outros, fazem asneiras e, também, muito ocasionalmente, vêem a luz. Este é o verdadeiro método científico, apesar das idealizações dos filósofos."
18 março 2020
A ciência, pseudociência e o professor Chibanga!
Ciência e pseudociência: Há teorias que se denominam como científicas mas que não o são. Ou porque não são testáveis, ou porque não são precisas ou são demasiado vagas. As teorias do Prof. Chibanga não são falsificáveis.
16 março 2020
O Falsificacionismo de Karl Popper

Uma linha de resposta bastante diferente para o problema da indução deve-se a Karl Popper (na foto). Popper olha para a prática da ciência para nos mostrar como lidar com o problema.
1. A questão da indução
Segundo o ponto de vista de Popper, para começar a ciência não se baseia na indução. Popper nega que os cientistas começam com observações e inferem depois uma teoria geral. Em vez disso, primeiro propõem uma teoria, apresentando-a como uma conjectura inicialmente não corroborada, e depois comparam as suas previsões com observações para ver se ela resiste aos testes. Se esses testes se mostrarem negativos, então a teoria será experimentalmente falsificada e os cientistas irão procurar uma nova alternativa. Se, pelo contrário, os testes estiverem de acordo com a teoria, então os cientistas continuarão a mantê-la não como uma verdade provada, é certo, mas ainda assim como uma conjectura não refutada.
Se olharmos para a ciência desta maneira, defende Popper, então veremos que ela não precisa da indução. Segundo Popper, as inferências que interessam para a ciência são refutações, que tomam uma previsão falhada como premissa e concluem que a teoria que está por detrás da previsão é falsa. Estas inferências não são indutivas, mas dedutivas. Vemos que um A é não-B, e concluímos que não é o caso que todos os As são Bs. Aqui não há hipótese de a premissa ser verdadeira e a conclusão falsa. Se descobrirmos que um certo pedaço de sódio não fica laranja quando é aquecido, então sabemos de certeza que não é o caso que todo o sódio aquecido fica laranja. Aqui o facto interessante é que é muito mais fácil refutar teorias do que prová-las. Um único exemplo contrário é suficiente para uma refutação conclusiva, mas nenhum número de exemplos favoráveis constituirá uma prova conclusiva.
2. Falsificabilidade
Assim, segundo Popper, a ciência é uma sequência de conjecturas. As teorias científicas são propostas como hipóteses, e são substituídas por novas hipóteses quando são falsificadas. No entanto, esta maneira de ver a ciência suscita uma questão óbvia: se as teorias científicas são sempre conjecturais, então o que torna a ciência melhor do que a astrologia, a adoração de espíritos ou qualquer outra forma de superstição sem fundamento? Um não-popperiano responderia a esta questão dizendo que a verdadeira ciência prova aquilo que afirma, enquanto que a superstição consiste apenas em palpites. Mas, segundo a concepção de Popper, mesmo as teorias científicas são palpites — pois não podem ser provadas pelas observações: são apenas conjecturas não refutadas.Popper chama a isto o "problema da demarcação" — qual é a diferença entre a ciência e outras formas de crença? A sua resposta é que a ciência, ao contrário da superstição, pelo menos é falsificável, mesmo que não possa ser provada. As teorias científicas estão formuladas em termos precisos, e por isso conduzem a previsões definidas. As leis de Newton, por exemplo, dizem-nos exactamente onde certos planetas aparecerão em certos momentos. E isto significa que, se tais previsões fracassarem, poderemos ter a certeza de que a teoria que está por detrás delas é falsa. Pelo contrário, os sistemas de crenças como a astrologia são irremediavelmente vagos, de tal maneira que se torna impossível mostrar que estão claramente errados. A astrologia pode prever que os escorpiões irão prosperar nas suas relações pessoais à quinta-feira, mas, quando são confrontados com um escorpião cuja mulher o abandonou numa quinta-feira, é natural que os defensores da astrologia respondam que, considerando todas as coisas, o fim do casamento provavelmente acabou por ser melhor. Por causa disto, nada forçará alguma vez os astrólogos a admitir que a sua teoria está errada. A teoria apresenta-se em termos tão imprecisos que nenhumas observações actuais poderão falsificá-la.
3. Ciência e pseudociência
O próprio Popper usa este critério de falsificabilidade para distinguir a ciência genuína não só de sistemas de crenças tadicionais, como a astrologia e a adoração de espíritos, mas também do marxismo, da psicanálise de várias outras disciplinas modernas que ele considera negativamente como "pseudo-ciências". Segundo Popper, as teses centrais dessas teorias são tão irrefutáveis como as da astrologia. Os marxistas prevêm que as revoluções proletárias serão bem sucedidas quando os regimes capitalistas estiverem suficientemente enfraquecidos pelas suas contradições internas. Mas, quando são confrontados com revoluções proletárias fracassadas, respondem simplesmente que as contradições desses regimes capitalistas particulares ainda não os enfraqueceram suficientemente. De maneira semelhante, os teóricos psicanalistas defendem que todas as neuroses adultas se devem a traumas de infância, mas quando são confrontados com adultos perturbados que aparentemente tiveram uma infância normal dizem que ainda assim esses adultos tiveram que atravessar traumas psicológicos privados quando eram novos. Para Popper, estes truques são a antítese da seriedade científica. Os cientistas genuínos dirão de antemão que descobertas observacionais os fariam mudar de ideias, e abandonarão as suas teorias se essas descobertas se realizarem. Mas os teóricos marxistas e psicanalistas apresentam as suas ideias de tal maneira, defende Popper, que nenhumas observações possíveis os farão alguma vez modificar o seu pensamento.
David Papineau"Methodology" em A. C. Grayling (org.), Philosophy: A Guide Through the Subject, Oxford University Press, 1998Tradução de Pedro Galvão
21 maio 2015
Como se faz ciência?
Para compreender o que é a ciência basta olhar ao seu redor. O que vê? Talvez a mão sobre o rato, um ecrã de computador, papéis, canetas esferográficas, o gato da família, o sol brilhando através da janela …. A ciência é, em certo sentido, o nosso conhecimento de tudo isso — todas as coisas que há no universo: das menores partículas subatómicas num único átomo do metal nos circuitos do seu computador, às reações nucleares que formaram a imensa bola de gás que é o nosso sol, às complexas interações químicas e flutuações elétricas dentro do seu próprio corpo que lhe permitem ler e entender estas palavras.
Consulta aqui o "verdadeiro processo da ciência"
Consulta aqui o "verdadeiro processo da ciência"
17 maio 2015
08 maio 2015
29 abril 2015
10 fevereiro 2012
02 novembro 2011
19 março 2009
Uma verdade inconveniente!
Há muito que os assuntos ambientais deixaram de ser matéria vaga para os “ambientalistas”. Este é um problema que toca a todos.A factura ambiental resultante do estilo de vida do mundo ocidental tem vindo a crescer, e os políticos colocam-nos perante a falaciosa escolha entre o equilíbrio ambiental do planeta e o bem-estar material. Ora, o bem-estar material não existirá sem o planeta.
A verdadeira questão que se coloca é: como poderemos alterar o nosso modo de vida de forma a que no futuro tenhamos qualidade de vida, incluindo o bem-estar material?
Maura Paixão
Deixa aqui o teu comentário, depois de teres visualizado o filme.
10 fevereiro 2009
O aquecimento global e os incêndios na Austrália

Miguel Cruz trabalha no Commonwealth Scientific and Industrial Research Center (CSIRO), organismo estatal australiano que se dedica à investigação e estudo dos recursos naturais.
Jornal Público, 10 Fevereiro 2009
D.F.
Como se deu esta frente brutal de incêndios?
Verificaram-se condições extremas de clima que nunca tinham ocorrido, e que tornam impossível parar os fogos. Em 1939 e 1983, ouve condições similares, mas desta vez foram muito piores. E a única coisa que se pode fazer é esperar que desapareçam. No sábado estavam 46 graus em Melbourne, numa vaga de temperaturas altíssimas que se arrastava há mais de uma semana, e uma taxa de humidade muito baixa, de cinco por cento, e ainda ventos muito fortes, vindos do Centro do país. São extremamente secos e quando encontram uma frente pelo caminho, invertem rumo em 90 graus. Qualquer flanco de incêndio, normalmente alongado, transforma-se numa cabeça muito maior, incontrolável.
Verificaram-se condições extremas de clima que nunca tinham ocorrido, e que tornam impossível parar os fogos. Em 1939 e 1983, ouve condições similares, mas desta vez foram muito piores. E a única coisa que se pode fazer é esperar que desapareçam. No sábado estavam 46 graus em Melbourne, numa vaga de temperaturas altíssimas que se arrastava há mais de uma semana, e uma taxa de humidade muito baixa, de cinco por cento, e ainda ventos muito fortes, vindos do Centro do país. São extremamente secos e quando encontram uma frente pelo caminho, invertem rumo em 90 graus. Qualquer flanco de incêndio, normalmente alongado, transforma-se numa cabeça muito maior, incontrolável.
Por que fez tantos mortos?
Na Austrália, as pessoas estão preparadas para enfrentar fogos. É um fenómeno que faz parte da vida neste país, é frequente haver casas consumidas pelos incêndios. Ainda na semana passada arderam 30 no estado de Vitória - o que é, para os padrões australianos, um número aceitável, faz parte da normalidade. Por isso, todos estão conscientes das medidas de segurança a seguir: ou os locais são evacuados atempadamente, antes das frentes de incêndio chegarem perto das casas, ou as pessoas ficam para combater os fogos. Mas este fim-de-semana ninguém estava à espera daquela proporção, e as pessoas ficaram nas suas casas, sem percepção real do que iam enfrentar; já tarde de mais, surpreendidas pela velocidade e dimensão dos fogos, partiram em pânico e muitas morreram presas nos engarrafamentos, perdidas no fumo.
Pode dizer-se que há uma relação directa entre estes fogos e o aquecimento global?
É consensual que há uma nova realidade climática na Austrália, apesar de os fogos florestais serem um fenómeno natural. As previsões, de resto, são de que as condições climáticas extremas vão agravar-se, apesar de haver muitos cépticos em relação ao impacto das alterações climáticas. A Austrália tem a taxa de emissão de dióxido de carbono per capita mais elevada do mundo [11 toneladas em 2008, por classificação do think tank Center for Global Development], mas, com 21 milhões de habitantes, é responsável apenas por 1,5 por cento das emissões globais de gases causadores do efeito de estufa. Há alguns movimentos políticos, como os Verdes, e ambientalistas que pressionam o Governo australiano, e é de esperar que essa pressão se acentue. Mas não se está a fazer aproveitamento político da tragédia.
Jornal Público, 10 Fevereiro 2009
D.F.
21 outubro 2008
A ciência está a tornar-nos biónicos?
João Pereira, de 32 anos, amputado da mão esquerda, é desde esta segunda-feira o primeiro português com uma mão biónica, ou seja, uma mão eléctrica que lhe permitirá, depois de «muito treino e paciência», realizar movimentos com todos os dedos.A mão biónica entregue a João Pereira, distingue-se das restantes próteses eléctricas convencionais por permitir "o movimento harmonioso de todos os dedos da mão e a rotação do polegar". Foi desenvolvida por um grupo de investigadores escoceses, sendo composta por cinco motores independentes -um por cada dedo da mão. Cada dedo pode suportar até oito quilos e a mão permite dobrar, tocar, apanhar e apontar, aproximando-se dos movimentos da mão humana. Os gestos da mão são possíveis graças a placas de eléctrodos que detectam sinais eléctricos gerados nos músculos remanescentes do membro amputado.
14 outubro 2008
A ciência é imparcial?
Poderá a investigação científica ser realmente imparcial? A resposta óbvia é que não pode ser inequivocamente imparcial porque a ciência é feita por seres humanos e instituições humanas, que estão sujeitos à habitual cegueira facciosa.Mas há uma grande, uma imensa diferença entre ver que a ciência, como tudo o resto, não pode ser inequivocamente imparcial, e celebrar esse facto alegremente. Isto é o primeiro passo para o totalitarismo; se tudo é inequivocamente faccioso, até a ciência, então eu tenho o direito de defender com unhas e dentes os meus interesses, que têm uma vantagem final que nenhuns outros interesses têm: são meus. Por outro lado, qualquer análise superficial das instituições científicas mostra que estas estão em parte feitas de maneira a contrariar a parcialidade e a procurar a máxima objectividade (leia-se em português, a este respeito, o prólogo de Jorge Buescu do seu livro O Mistério do Bilhete de Identidade). Fingir que não há diferença entre as instituições científicas e as religiosas, por exemplo, só pode ser fruto de confusão mental ou do tipo de facciosismo cego que está na moda imputar à ciência.Precisamos de estar vigilantes, de procurar a verdade das coisas, de denunciar a mentira, a prostituição da ciência para fins políticos e ideológicos. E nesta tarefa nada nos ajuda a declaração sofística, baseada em imaginadas autoridades filosóficas, de que tudo é inequivocamente faccioso e que a objectividade é um mito. Argumentar que X não existe porque não existe um X puro é o tipo de falácia contra a qual temos de estar precavidos, pois é dela que nasce a ideia pós-moderna de que devemos celebrar a ideologização da ciência, da filosofia, da história e talvez até das quecas. Do facto de ninguém ser puramente bom, não se segue 1) que não há pessoas boas, e umas mais que outras, nem 2) que devemos celebrar a maldade, a inveja, a perversidade e a pura manipulação desavergonhada, nem 3) que não devemos procurar ser boas pessoas, dentro das nossas muito humanas limitações.Desidério Murcho,
publicado em De Rerum Natura
14 maio 2008
Ciência e Pseudociência - Texto de apoio- clica aqui

O valor cognitivo de uma teoria nada tem a ver com a sua influência sobre a mente das pessoas. A crença, a adesão e a compreensão são estados da mente humana. Mas o valor científico e objectivo de uma teoria é independente da mente humana que a concebe ou compreende. O seu valor científico depende apenas do suporte objectivo que essas conjecturas encontrem nos factos.
06 maio 2008
30 maio 2007
A ciência, o poder e os riscos

“A ciência pode ensinar-nos como fazer bombas atómicas ou manipulações genéticas, mas não pode responder à questão moral: devemos ou não fabricar engenhos nucleares ou empreender um programa de manipulações genéticas? A própria decisão de “fazer ou não ciência” também não é do domínio da ciência ”.
Hubert Reeves, “Malicorne, Reflexões de um observador da natureza”
Hubert Reeves, “Malicorne, Reflexões de um observador da natureza”
Analise o poder e os riscos da ciência a partir do texto de Hubert Reeves.
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