05 outubro 2019

Documentário "Ver e não Crer", do National Geographic - Deixa aqui o teu comentário. Até 8 out. (22 horas)!


1 – Como funciona a nossa perceção do mundo?

2Tudo o que vemos existe realmente no mundo? A realidade que conhecemos sobre o mundo é natural ou artificial (construída pelo nosso cérebro)?

3 – É possível educar o cérebro para “ver”, “ouvir” e “sentir” melhor? Como?

4 – Qual o papel do cérebro na perceção/conhecimento do mundo?


30 setembro 2015

O que é a filosofia?

O que é a filosofia? Esta é uma questão notoriamente difícil. Uma das formas mais fáceis de responder é dizer que a filosofia é aquilo que os filósofos fazem, indicando de seguida os textos de Platão, Aristóteles, Descartes, Hume, Kant, Russell, Wittgenstein, Sartre e de outros filósofos famosos. Contudo, é improvável que esta resposta possa ser realmente útil se o leitor está a começar agora o seu estudo da filosofia, uma vez que, nesse caso, não terá provavelmente lido nada desses autores. Outra forma de abordar a questão é indicar que a palavra «filosofia» deriva da palavra grega que significa «amor da sabedoria». Contudo, isto é muito vago e ainda nos ajuda menos do que dizer apenas que a filosofia é aquilo que os filósofos fazem. Precisamos, por isso, de alguns comentários gerais sobre o que é a filosofia.
A filosofia é uma actividade: é uma forma de pensar acerca de certas questões. A sua característica mais marcante é o uso de argumentos lógicos. A actividade dos filósofos é, tipicamente, argumentativa: ou inventam argumentos, ou criticam os argumentos de outras pessoas ou fazem as duas coisas. Os filósofos também analisam e clarificam conceitos. (…)
Que tipo de coisas discutem os filósofos desta tradição? Muitas vezes, examinam crenças que quase toda a gente aceita acriticamente a maior parte do tempo. Ocupam-se de questões relacionadas com o que podemos chamar vagamente «o sentido da vida»: questões acerca da religião, do bem e do mal, da política, da natureza do mundo exterior, da mente, da ciência, da arte e de muitos outros assuntos. Por exemplo, muitas pessoas vivem as suas vidas sem questionarem as suas crenças fundamentais, tais como a crença de que não se deve matar. Mas por que razão não se deve matar? Que justificação existe para dizer que não se deve matar? Não se deve matar em nenhuma circunstância? E, afinal, que quer dizer a palavra «dever»? Estas são questões filosóficas. Ao examinarmos as nossas crenças, muitas delas revelam fundamentos firmes; mas algumas não.
O estudo da filosofia não só nos ajuda a pensar claramente sobre os nossos preconceitos, como ajuda a clarificar de forma precisa aquilo em que acreditamos. Ao longo desse processo desenvolve-se uma capacidade para argumentar de forma coerente sobre um vasto leque de temas,-- uma capacidade muito útil que pode ser aplicada em muitas áreas. (…)
Qual é afinal a importância de estudar filosofia? Na verdade, a caricatura do filósofo é geralmente a de alguém que é brilhante a lidar com pensamentos altamente abstractos no conforto de um sofá, numa sala de Oxford ou Cambridge, mas incapaz de lidar com as coisas práticas da vida: alguém que consegue explicar as mais complicadas passagens da filosofia de Hegel, mas que não consegue cozer um ovo.Uma razão importante para estudar filosofia é o facto de esta lidar com questões fundamentais acerca do sentido da nossa existência. A maior parte das pessoas, num ou noutro momento da sua vida, já se interrogou a respeito de questões filosóficas. Por que razão estamos aqui? Há alguma demonstração da existência de Deus? As nossas vidas têm algum propósito? O que faz com que algumas acções sejam moralmente boas ou más? Poderemos alguma vez ter justificação para violar a lei? Poderá a nossa vida ser apenas um sonho? É a mente diferente do corpo, ou seremos apenas seres físicos? Como progride a ciência? O que é a arte? E assim por diante.
Nigel Warburton                                                                                                                             Texto adaptado de “Elementos Básicos de Filosofia” 

21 maio 2015

As teorias científicas mudam!



Como se faz ciência?

Para compreender o que é a ciência basta olhar ao seu redor. O que vê? Talvez a mão sobre o rato, um ecrã de computador, papéis, canetas esferográficas, o gato da família, o sol brilhando através da janela …. A ciência é, em certo sentido, o nosso conhecimento de tudo isso — todas as coisas que há no universo: das menores partículas subatómicas num único átomo do metal nos circuitos do seu computador, às reações nucleares que formaram a imensa bola de gás que é o nosso sol, às complexas interações químicas e flutuações elétricas dentro do seu próprio corpo que lhe permitem ler e entender estas palavras.
Consulta aqui o "verdadeiro processo da ciência"