28 setembro 2010
Validade dos argumentos

A validade de um argumento depende exclusivamente da relação entre as premissas e a conclusão: dizer que um argumento é válido significa dizer que as premissas estão de tal modo relacionadas que a conclusão é verdadeira se as premissas forem verdadeiras. No caso dos argumentos dedutivos, essa conexão é a seguinte: é impossível as premissas serem verdadeiras e a conclusão falsa.Ao avaliar o argumento quanto à sua validade, não importa saber se as premissas ou a conclusão são de facto verdadeiras. O que importa é saber se, supondo ou imaginando que as premissas são verdadeiras, a conclusão pode ser falsa. Para isso, só precisamos de fazer a seguinte pergunta hipotética: têm as premissas uma natureza tal, que se fossem verdadeiras a conclusão estaria obrigada a ser verdadeira? Tomemos o seguinte exemplo:
Todos os arquitectos ganham muito dinheiro.
Cristiano Ronaldo é arquitecto.
Logo, Cristiano Ronaldo ganha muito dinheiro.
Será válido ou inválido? Podemos raciocinar do seguinte modo: se a primeira proposição for verdadeira e se supusermos que a segunda também é verdadeira, não podemos negar a conclusão, ou seja, a conclusão deriva das premissas. O argumento é válido. A suposição da verdade das premissas é um mero procedimento para avaliar a conexão ou ligação entre as premissas e a conclusão. Como podemos constatar, a validade do argumento é independente da verdade das premissas – nem todos os arquitectos ganham muito dinheiro, nem Cristiano Ronaldo é arquitecto – e da conclusão. Neste caso, a conclusão é verdadeira. Como sabemos, o Cristiano Ronaldo que joga em Espanha, no Real Madrid, ganha muito dinheiro
05 setembro 2010
02 setembro 2010
Hawking exclui Deus da criação do Universo

O Times publica esta quinta-feira alguns trechos da nova obra de Hawkings, onde este defender que "a criação espontânea é a razão por que algo existe". Esta teoria contesta assim a convicção de Isaac Newton de que o Universo não poderia ter surgido a partir do caos sem intervenção divina.
"Por haver uma lei como a da gravidade, o Universo pode e irá criar-se a ele próprio do nada. A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos", escreve o célebre cientista.
"Não é necessário evocar Deus para iluminar as coisas e criar o universo", acrescenta.
in Revista Visão
P.S. Este é um tema que vamos debater neste ano lectivo, na nossa escola. Fica atento(a).
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